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Atenção às novas regras de vacinação para o sarampo

Após a confirmação de casos de sarampo no Brasil, incluindo quatro óbitos, o Ministério da Saúde iniciou o protocolo de revisão do calendário vacinal. A população brasileira precisa estar atenta a essas novas regras para evitar a proliferação da doença.  A Professora do curso de Enfermagem da Universidade Tuiuti e Coordenadora de Vigilância Epidemiológica do Distrito Sanitário Matriz, Cláudia Bowkalowski, orienta sobre as principais mudanças.

– Pessoas entre 01 a 29 anos devem ter o registro de pelo menos duas doses da vacina.

– Pessoas de 30 a 49 anos devem ter o registro de pelo menos uma dose ao longo da vida.

– Os profissionais da saúde devem ter o registro de pelo menos duas doses, preferencialmente com a última dose aplicada em menos de 10 anos. Passado deste prazo recomenda-se uma terceira dose.

– Pessoas que têm viagens planejadas (independente do destino) devem se vacinar

– Idosos acima de 60 anos que não tiveram sarampo ao longo da vida podem garantir a imunização somente com prescrição médica.

– A instituição da “Dose 0” como uma dose extra aplicada em bebês com menos de 1 ano de idade.

– Gestantes têm contraindicação para receber as doses.

O sarampo é transmitido de forma ágil através da saliva. Em grandes ambientes fechados, como shoppings, salas de aulas ou restaurantes, a probabilidade de contaminação é maior e acontece em um período de 1h ou 1h30 de contato.

Em Curitiba, até o final de agosto, foram confirmados pela Prefeitura Municipal quatro casos, sendo que todos os pacientes viajaram para áreas de maior risco, onde tiveram contato com ambientes de grande circulação de pessoas, como aeroportos e convenções. Assim como qualquer doença transmissível, pessoas hipertensas, diabéticas, soropositivas ou que fazem hemodiálise, por exemplo, estão mais suscetíveis a contaminação.

Para a Professora Cláudia, hoje temos uma faixa etária mais segura em relação a imunização. Trata-se das crianças na faixa de 10 a 15 anos que se vacinaram de forma correta. Porém com a reinserção do vírus do Brasil, de forma mais selvagem, somado a uma parcela da população que não aderiu ao calendário vacinal, contribuiu massivamente para a presença do vírus em algumas cidades. “Além da vacina ser a única forma de prevenção, ter uma boa alimentação e manter os ambientes ventilados é importante”, afirma a Professora.

Junto com outras cidades, Curitiba está em um momento de atualização do calendário vacinal, por isso é importante estar por dentro de todas as mudanças e novas regras. A vacina contra o sarampo sempre existiu, mas a população acaba negligenciando a busca por este recurso, por isso, a Prefeitura de Curitiba está seguindo a nota técnica do Ministério da Saúde que recomenda as seguintes informações:

Os sintomas clássicos do sarampo

 São conjuntivite, febre alta, congestão nasal e exantema (manchas corporais) a partir do terceiro dia. O tratamento paliativo para os sintomas são antitérmicos, antialérgicos e repouso com dieta leve e muito líquido.  A Universidade Tuiuti e o Ministério da Saúde indicam que ao notar algum dos sintomas, deve-se se dirigir imediatamente a hospitais ou postos de saúde. Os profissionais da área estão em alerta e seguindo o protocolo padrão com procedimentos corretos.

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